A série Tomb Raider já passou por uns bons reboots em sua franquia, assim como estamos para receber o segundo remake do primeiro jogo, e é inacreditável a consistência de jogos bons que a saga consegue manter.
O segundo reboot da série, que consiste de uma trilogia, finalmente chegou ao Nintendo Switch. Se você ainda não leu a análise do primeiro game, só acessar o link aqui.
Os três jogos chegaram ao híbrido da Nintendo, vamos conferir como está o segundo jogo da franquia, Rise of Tomb Raider.
Uma sequência que aprimora praticamente em todos os aspectos o primeiro jogo
A história de sobrevivência da Lara Croft no primeiro jogo desse reboot é incrível. Apesar de ser menor que as outras duas sequências, traz uma jogabilidade renovada, gráficos da nova geração e uma história de tirar o fôlego.
Rise of Tomb Raider pega o que o anterior fez, melhora em praticamente todos os sentidos e duplica as possibilidades das mecânicas.

Com uma Lara Croft mais madura e resoluta, uma das primeiras protagonistas dos games precisa explorar a Sibéria na busca da mítica cidade de Kitez.
Jonah, um personagem do primeiro jogo, também acompanha Lara nessa aventura, assim como a sinistra organização Trinity. Diferente do primeiro jogo, a história alcança um novo nível de seriedade com uma narrativa muito criativa, que remete a origem de um profeta que traz muitos paralelos com o cristianismo.
As tumbas, o progresso da narrativa e a exploração encaixam de forma maestral e são dirigidos como um motor que ajuda, além da excelente jogabilidade, em motivar o jogador a saber o que está acontecendo e como será o desfecho da história.
O jogo também amplia em muito a jogabilidade, com as habilidades de sobrevivência, a evolução das armas e missões secundárias mais refinadas e que fazem toda a diferença durante a ação para fazer Lara sobreviver.
No entanto, aqui é onde há um ponto negativo também. Se você gosta de fazer 100% como eu, o grind para poder pegar todos os materiais raros e poder realizar as últimas evoluções das armas é muito maçante. É necessário voltar em áreas em que os inimigos não ressurgem a todo momento, obrigando o jogador a explorar um pouco mais de outras partes já finalizadas somente para que os inimigos ressurjam novamente na área anterior onde podem ter a possibilidade de deixar o material necessário.
Isso é mais um fator que Rise tem de inferior em relação aos outros jogos na minha opinião: ele se estende demais, superando até Shadow of Tomb Raider nesse sentido, fazendo as partes finais parecerem um peso até chegar à conclusão do jogo. É até engraçado como o primeiro Tomb Raider é muito curto, e o segundo resolveu isso deixando excessivamente longo.

Mas, e no Switch 2, como o jogo está rodando?
Rise of Tomb Raider é um porte muito bem otimizado para o console.
Durante o jogo não encontrei travamentos e o título roda fluido a 30 FPS, tanto no Dock quanto no modo portátil.

Em termos gráficos existem alguns pontos que me incomodaram, o principal sendo a renderização de objetos pequenos em tempo real, como pedaços de galho secos na neve, por exemplo, que servem para preencher o cenário, surgindo enquanto eu já estava enxergando a tela onde ela aparece na câmera. Não são muitos os momentos em que isso acontece, mas é visível.
Um ponto forte são os loadings, que são extremamente rápidos. Isso tem ocorrido com diversos títulos pesados no Switch 2 (como Street Fighter 6 e Resident Evil 9) e com Tomb Raider não é diferente: a tecnologia do Switch 2 é ótimo para carregar o jogo de forma rápida, trazendo uma experiência fluida quando o jogador morre ou precisa carregar o jogo porque pretende explorar uma área anterior sem ter que fazer backtracking.
Além do gráfico, a iluminação e as sombras do jogo estão muito bonitas, o que não é surpresa ao que o Nintendo Switch 2 pode aguentar, mas Rise of Tomb Raider possui tantas mecânicas e ações acontecendo na tela que é impressionante como o título consegue manter tanto a performance quanto os loadings rápidos possuindo o ótimo sistema de luz.
O controle recebeu um carinho especial também, com uma mira muito responsiva. No modo dock é possível usar um controle com analógico profissional, mas os analógicos no Joy Con 2 também funcionam como uma luva. A única decepção foi não terem incluído o modo mouse (somente o modo giroscópio está presente), mas é compreensível, já que no modo mouse muitos botões de acesso rápido se perdem, e Rise of Tomb Raider é repleto de comandos.

Uma aventura que vale a pena ser jogada
Rise of the Tomb Raider: 20 Year Celebration é um jogo rico e completo, muito bem portado para o Switch 2 e acompanha todo o conteúdo adicional lançado no jogo. É possível, inclusive, encontrar o jogo por menos de R$90 reais em tempos de promoção.
A segunda aventura de Lara Croft deste reboot é recheada de ação, exploração recompensadora e uma história que faz jus à série nascida em 1996. Mesmo que você não conheça a saga, o jogo de forma individual é um título muito divertido para quem gosta de ação e plataforma, e mesmo tendo algumas ligações com o primeiro jogo, não é necessário jogar o primeiro (que é tão bom quanto, porém mais limitado) para entender a narrativa.
Análise realizada com uma chave gentilmente cedida pela editora.
Veredito – Universo Nintendo
Rise of the Tomb Raider: 20 Year Celebration
Lara Croft só protagoniza jogo divertido
Pontos fortes
- Jogabilidade extremamente divertida e equilibrada em dificuldade
- Excelente história e direção
- Sistema de luz e sombras muito bonitos
- Acompanha todo o conteúdo extra lançado
- Muito bem otimizado
Pontos de atenção
- Renderização em tempo real atrasado de alguns objetos do cenário
- Grind desnecessário para evoluir as últimas armas já ao final do jogo



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