Uma aventura de ação desenhada à mão que faz homenagem a clássicos do gênero.
Decline’s Drop é fruto do estúdio indie francês Moulin aux Bulles Studio, totalmente desenhado à mão, é uma sátira ao nosso mundo, onde uma simples marionete de carvalho e bétula busca vingança contra seu jardim destruído, e ela fará isso com seus punhos.
Globule, em busca da sua vingança por seu jardim destruído, percebe que ele não foi o único afetado e, ao longo dos 6 mundos, vemos grande diversidade e, ao mesmo tempo, devastação pela exploração de recursos, por portos poluídos, por florestas desmatadas, entre outras coisas. Globule precisa chegar ao fundo para descobrir quem está por trás de tudo isso.
Essa é a minha breve explicação do que Decline’s Drop conta ao longo da sua gameplay, embora boa parte seja apenas contemplar os cenários e diálogos com chefes, afinal, Globule é de poucas palavras, mas de muita ação. Nesse ponto, Decline’s Drop tem uma vibe bem Kirby das ideias, o que já é um bom começo.
Uma clara inspiração também está no combate, Globule usa ataques únicos em cada direção e no ar e conta com um outro botão de ataque para ataques especiais, bem parecido com Super Smash Bros; mas, como aqui se trata de um jogo de plataforma, ele é limitado por pontos que conseguimos derrotando inimigos ou com itens. Esse balanço de ataque é uma das melhores coisas para evitar que caia na mesmice e, claro, desafios de plataforma.

Decline’s Drop brilha bastante no quesito jogabilidade e, tendo acompanhado por anos no Twitter, esperando para tentar, com certeza valeu a espera, embora eu esperasse mais combates do que desafios de plataforma, mas está bem equilibrado.
Claro que temos coletáveis: cada fase possui fragmentos de coração escondidos no cenário ou em algum desafio secreto, e não esperava gostar tanto disso, porque boa parte é tão natural ao explorar que você acaba se levando a pegar o resto e, somando que as fases te deixam andar livremente para frente e para trás, é um estímulo maior ainda. E a recompensa? Estágios extras que usam toda a criatividade de um platformer e recursos de jogabilidade disponíveis. Depois que encontrei o primeiro, a busca por esses fragmentos foi para jogar mais umas fases dessas, e, depois que terminar todas, tem algo a mais que, no lançamento regular no PC, foi uma atualização, mas aqui já está liberado, e apenas vou dizer que, quando achei que não tinha mais nada, Decline’s Drop entregou tudo.
Falando em extras, o minigame ao final das fases também é bem legal. É uma simples corrida contra uma variação de tonalidade para os personagens, mas ainda assim é bem legal. Nem sempre acontece, porque depende de outro coletável, o que dá uma boa quebrada entre os estágios.
Decline’s Drop não esconde suas inspirações. Ele é claramente aquele modo que, ao mesmo tempo, é amado e odiado pelos fãs de Smash Bros Brawl. Subspace Emissary. Como fã desse modo, eu digo que estou muito grato por alguém ter essa ideia. Desafio justo, jogabilidade interessante e uma ambientação aconchegante. Queria ter mais alguma coisa pra explorar em Decline’s Drop, mas acabei secando tudo o que tinha, e não deve ter updates, pois os devs já foram para seu próximo projeto, que espero fazer um texto no futuro, que, olhando bem, é praticamente uma sequência, Dash n Drops.

Parte técnica
Ser todo desenhado à mão é o que dá charme ao Decline’s Drop: os cenários cheios de detalhes e as animações bem fluidas que vão mostrando a evolução da fase, usando um estilo mais cartunesco de início, mas que vai mudando para áreas mais sombrias. Os detalhes da animação de longe são o maior destaque: tudo encaixa muito bem e é tudo bem usado, tanto nas ideias de seus designs, como golpes rápidos com as luvas de boxe de Globule e chutes performáticos de balé com “que será”. Aliás, não se limita a apenas um estilo de desenho; fora dos estágios, temos o mundo em estilo chibi que é muito bom.
A trilha sonora é muito bem pensada, na seleção de estágio tem um tom pacato, dentro deles começa calma e do nada fica frenética e se você fica preso em uma arena de batalha ela muda para um frenesi ainda maior, chefes então nem se fala mas de longe o melhor é o da loja que apesar não ter muito o que fazer lá me fez ficar lá mais tempo que devia. A maioria dos temas usa muitos pianos e é incrível como ele cai muito bem com violão, guitarra e baixo, criando uma sinfonia com muita presença.
A jogabilidade de Decline’s Drop é muito boa para o que se propõe, se você já jogou Super Smash Bros alguma vez na sua vida, já vai estar familiarizado. Novamente, uma pena ter menos combate do que gostaria, mas ele é um plataformer bem justo que usa um sistema bem familiar.


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