Quando Sigma Star Saga saiu para o Game Boy Advance, era como um sonho tornado realidade.
Um jogo de nave (os famosos Shmups) com elementos de RPG e uma história interessante, tudo na mão de um portátil.
Agora, anos depois, chega uma versão com melhorias para as novas plataformas denominada DX. Como está esse clássico da WayForward no portátil? Vem comigo e vamos descobrir.

Atmosfera é o nome do jogo
Se você gosta de jogos altamente atmosféricos em portáteis, como Metal Gear Solid Ghost Babel e Metroid Fusion, Sigma Star Saga é para você.
Sigma Star é um jogo de nave pouco convencional, do qual mistura dois gêneros distintos, como YuruKill fez (porém, esse último misturava novel com shmups).
Sigam Star Saga DX é um jogo de RPG e exploração, onde o jogador pode sempre voltar à base para interagir com personagens e progredir na história. Enquanto explora o mundo lá fora, de tempos em tempos, o personagem é chamado por uma nave e as seções de shmups se iniciam.

Uma história pesada com toques de humor
Na pele de Recker, um piloto de nave habilidoso que tenta defender a Terra dos ataques da raça alienígena Krill, o protagonista é forçado a se infiltrar nas forças alienígenas e a enfrentar os próprios humanos de tempos em tempos, enquanto segue às ordens de um comandante terráqueo que fará de tudo para descobrir os segredos dos alienígenas invasores.
O jogo possui uma história bem pesada, com pequenos toques de humor, o que confere ao jogo uma experiência muito atmosférica.
Enquanto o jogador explora diversos planetas, enfrentando inimigos e encontrando Gun Datas que podem ser configurados na nave, é possível voltar sempre à base, onde o jogador pode explorar e conversar com alienígenas que pensam que Recker está do lado deles. O jogo tem uma pegada que lembra Metal Gear Solid trazendo uma atmosfera que poucos jogos alcançam nos portáteis, como Metroid Fusion e MGS Ghost Babel (GBC) fizeram no passado.

De tempos em tempos o jogador é chamado por uma nave alienígena, do qual é possível usar os três tipos de Gun Data para mudar a direção, forma e impacto dos tiros das naves. As naves sempre mudam também, algumas maiores e mais pesadas que outras, o que pode dificultar alguns momentos onde é necessário navegar em regiões mais estreitas.
Conforme o jogador destrói naves inimigas, Recker vai coletando experiência para poder aumentar o poder de ataque da nave.
Um port que merecia conteúdo extra
Sigma Star Saga DX traz alguns benefícios em relação ao original, o mais notável sendo a redução de encontros aleatórios contra inimigos, que realmente era um empecilho na versão de Game Boy Advance.

No entanto, não faz isso de forma balanceada. Ao invés de equilibrar todo o sistema de nível e força, quando cheguei no segundo planeta (em diante), toda a primeira seção com a nave fazia eu evoluir uns 4 níveis para equilibrar o personagem com a nova fase devido a menor quantidade de encontros aleatórios, deixando a evolução um tanto artificial. O ideal teria sido um rebalanço geral do jogo, não só a redução dos encontros aleatórios.
O jogo renovou também o menu, que agora conta com algumas artworks, uma música totalmente original e diversos filtros de tela e papéis de parede. O jogo também aproveitou para trazer algumas funções extras durante a jogabilidade, como a função rewind (ótimo para quando você pula um diálogo sem querer) e save states.
São melhorias que fazem a diferença, mas seria interessante conteúdos adicionais no próprio jogo, especialmente em relação ao mundo e a história, que são lindos, porém bem curtos.
Análise realizada com uma chave gentilmente cedida pela editora.
Sigma Star Saga DX
Editora: Limited Run Games, WayForward
Desenvolvedora: Mighty Rabbit Studios
Tipo de Mídia: Digital
Lançamento: 07/Abr/2026
Plataformas:



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