Após todos esses anos, finalmente uma das franquias de jogos de luta 3D mais famosas do mercado chega a uma plataforma da Nintendo.
Por que essa demora? Você pode conferir a resposta e tirar outras dúvidas na nossa entrevista exclusiva com o produtor do jogo, Seiji Aoki, neste link.
Agora, Virtua Fighter dá as caras pela primeira vez na Nintendo, sendo mais um título da Sega a chegar com tudo na plataforma (Yakuza que o diga!).
Virtua Fighter 5 se junta ao panteão dos grandes jogos de luta no Nintendo Switch
Começar a falar sobre um jogo que está no ar e sendo atualizado há 19 anos é complexo.
Lançado em 2007 para o PS3 e o Xbox 360 (2006 para os arcades), Virtua Fighter 5 passou por diversas atualizações.
Mantendo sua essência clássica, Virtua Fighter permanece sendo um dos jogos de luta mais acessíveis do mercado para novos jogadores, devido ao seu sistema de 3 botões: dois golpes (soco e chute) e um botão para defesa, e mesmo assim consegue ser um dos jogos mais profissionais no âmbito competitivo, com combos e mecânicas que, no tête-à-tête, é necessário uma habilidade e um reflexo avançado.

Com todos esses anos, o jogo adicionou poucos personagens ao roster, trazendo um equilíbrio ímpar para o jogo: cada lutador é único, possui golpes originais e diferenciados um dos outros, trazendo estratégias bem diferentes para cada oponente.
Pegue o lutador de Sumô Taka-Arashi, ele é um dos personagens que golpes rising (quando o jogador está agachado e, no momento que levanta, desfere um golpe) não vai ao ar, limitando combos aéreos. Ou então Kage-Maru, que com suas estâncias diversas cria uma leitura muito difícil pelo oponente, mas em contrapartida se torna um dos personagens mais complexos de se aperfeiçoar.
E tudo isso com a mecânica simples de dois botões para golpes que, quando combinados com outro botão e direção podem mudar completamente seu alcance e tempo de acerto com novos movimentos. Esse fator traz um outro benefício: decorar combos e golpes estratégicos são muito mais acessíveis do que de seus rivais como Street Fighter ou Mortal Kombat.

Fluido e sem queda de quadros, tanto no dock quanto na TV
Quando Seiji Aoki falou na entrevista que o time trabalhou arduamente para trazer a melhor experiência do Virtua Fighter para o Nintendo Switch 2, ele não estava brincando.
Rápido, fluido, com belos gráficos e uma velocidade de carregamento sem paralelo, Virtua Fighter 5 roda sem queda de quadros, com rollback netcode para uma experiência online incrível e crossplay (maioria dos meus oponentes foram de outras plataformas com conexões medianas e deu para lutar sem lags).
Além disso, o jogo possui uma customização simples e rápida para o controle. Jogar com o arcade stick é sempre o mais divertido na minha opinião, mas o Joy Con 2 funciona perfeitamente no modo portátil (excelente para tirar contras enquanto você está fora de casa) e testei também com um 8bitdo, que caiu como uma luva para realizar golpes precisos.
Conforme você desfere golpes, é notável os belos movimentos dos personagens rodando a 60 fps, trazendo um aspecto um tanto cinematográfico para as lutas, além de belos cenários.

O único ponto baixo que vejo, e que serve para todas as plataformas, é que já temos 19 anos de atualizações, e mesmo assim algumas questões gráficas ficam um pouco a desejar, como o movimento da boca de alguns personagens e as expressões faciais.
É um tanto estranho porque Virtua Fighter consegue fazer algo, graficamente falando, que nenhum outro jogo de luta consegue, que é trazer gráficos atualizados que ainda lembram muito os gráficos que revolucionaram no Sega Saturno. É uma fidelidade única, bela e nostálgica ao mesmo tempo. Mesmo assim, quando se trata do rosto, mais especificamente das expressões faciais e do movimento labial, o jogo parece um tanto datado.
Muito online, pouco offline
O jogo possui muitos modos divertidos, especificamente centrados nos modos online.
Aqui temos os clássicos partida ranqueada e as partida rápida. No primeiro, uma busca detalhada é feita para você jogar contra outros lutadores do seu nível, quanto que o segundo o jogador pode entrar ou criar salas e jogar com diversos jogadores de Virtua Fighter, independentemente da região ou da plataforma (se assim o jogador quiser).
A customização é grande também. Além de poder selecionar nível de conexão, região e ranque, é possível selecionar jogar somente contra jogadores da mesma plataforma, além de poder escolher as diversas roupas e até mesmo 4 slots de customização visual para cada personagem.

O modo single-player continua um tanto vago, porém o jogo possui, além do modo arcade, na qual o jogador joga por uma série de lutas até chegar no chefão Dural (no qual você só tem uma chance, perdeu é game over!), também foi implementado o modo World Stage.
Neste divertido modo, você joga offline, mas a sensação é como se fosse um campeonato online. Nele, o jogador passa por diversos campeonatos com um determinado número de personagens para derrotar e um chefe aguardando até você alcançar um ranque específico. Conforme você avança e conclui desafios pré-definidos (vencer 10 lutas com determinado personagem, escapar de 5 agarrões, etc.) é liberado novas roupas de customização para cada personagem.
O nível de customização é alto, com diversas roupas, acessórios e cabelos, e essas customizações podem ser utilizadas em qualquer modo de jogo.
O ponto negativo aqui é que o modo para um jogador ainda é muito baixo, especialmente com o tempo que o jogo tem no mercado. Enquanto jogos como Street Fighter, Mortal Kombat e Tekken investem em muito no conteúdo single-player, como modo história, modos secundários e desbloqueáveis, que fazem a gente se aproximar ainda mais dos personagens, Virtua Fighter 5 continua com o foco 100% no online competitivo, o que é muito bom, mas não abrange outros públicos que também são entusiastas do gênero.

Eu gosto praticamente de todos os personagens do Virtua Fighter, mas unicamente por suas aparências e golpes, além do fator nostálgico. Seria bacana uma história mais desenvolvida e modos que fizessem a gente se aproximar mais dos personagens e suas personalidades, além de dar uma variedade maior ao jogo. Finais no modo arcade seriam muito bem-vindos.
A boa notícia é que, conforme nossa entrevista exclusiva com Aoki-san revelou, a Sega já tá de olho nisso e entendem da importância de conteúdo single-layer para futuros jogos.
DLC de montão
Além de tudo citado acima, Virtua Fighter 5 R.E.V.O. World Stage conta com uma edição deluxe digital que acompanha artbook interessantíssimo que mostra a origem dos personagens quando ainda em produção no primeiro Virtua Fighter, além da trilha sonora contendo os álbuns de todos os Virtua Fighters (Kidz incluso!) e faixas extras.

Na parte das customizações já temos 3 pacotes com roupas exclusivas, aumentando ainda mais a quantidade de roupas que cada personagem possui (e que já é grande). Entre os DLCs temos as roupas especiais de 30 anos do Virtua Fighter, o pacote clássico (chamado de Legendary, com os personagens lembrando suas versões poligonais do clássico de Sega Saturno) e outro pacote da série Yakuza.
Análise realizada com uma chave gentilmente cedida pela editora.
Virtua Fighter 5 R.E.V.O. World Stage
Editora: SEGA
Desenvolvedora: Ryu Ga Gotoku Studio
Tipo de Mídia: Digital, Game-Key Card
Tamanho do Arquivo: 25.5 GB
Lançamento: 26/Mar/2026
Plataformas:
Opções de Compra:
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